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A tecnologia no setor do turismo: desafio ou oportunidade?

A pandemia foi um ponto crucial na digitalização também no setor da hotelaria e restauração. O compromisso empresarial em apostar na transformação digital e tecnológica é uma realidade suportada, principalmente, pelo surgimento de plataformas de entrega rápida ou de sistemas de trabalho informatizados.

Eurofirms Group, empresa de RH especializada em gestão de talento, com mais de 30 anos de experiência a nível ibérico, analisou o impacto da tecnologia e digitalização no setor, no seu mais recente estudo nacional da perceção do emprego no setor da hotelaria e restauração, levado a cabo em maio de 2022.

A tecnologia e a digitalização dos negócios evoluíram de forma exponencial durante a última década – especialmente nos últimos anos. A ideia (e também a dúvida) sobre o que se passará com os postos de trabalho não deixa ninguém indiferente, uma vez que pode ser outro grande pretexto que pode significar uma alteração a nível socio laboral.

Existe receio entre a população ativa no que diz respeito à digitalização e irrupção da robótica no setor e, consequentemente, na criação de emprego, confirma o estudo.

A tecnologia no setor do turismo: desafio ou oportunidade?
A tecnologia no setor do turismo: desafio ou oportunidade?

A situação pode ser entendida como um novo paradigma no setor. Os negócios de entrega ao domicílio tiveram uma expansão galopante durante a pandemia. No entanto, estas plataformas passam, atualmente, por uma fase difícil, sem grandes benefícios, existindo dúvidas sobre o negócio que conseguiram reter durante esse período.

Esta realidade não se aplica apenas ao setor hoteleiro. É um padrão generalizado resultante da recente crise sanitária, contudo, e conforme os dados recolhidos neste estudo setorial, os inquiridos estão divididos sobre o impacto e as ameaças que a tecnologia pode representar.

Quando questionados se acreditam que a digitalização e os robôs terão impacto no mundo laboral, cerca de 46% assume por um lado o receio pela redução de emprego que pode significar e por outro pela consciência de que existe necessidade de estar mais qualificado para lidar com a nova realidade. Contudo, do lado oposto, temos uma percentagem de 44% de inquiridos que não vê ameaça.

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Destes, 17% não acredita ser uma ameaça considerando que as máquinas não fazem o trabalho humano enquanto outros 25% considera que os clientes dão preferência ao contacto humano e 2% pensa que os empresários não farão investimentos em máquinas em detrimento de pessoas.

E as pessoas?

Na relação entre empregado – empregador, os valores partilhados são uma prioridade. Por este motivo, os especialistas na gestão de talento concordam com a importância da liderança por valores. Na era da digitalização, embora os perfis mais procurados continuem a ser os tradicionais liderados pelo perfil de empregado de mesa, surge um caminho a seguir na criação de emprego: promover a digitalização desde dentro, incorporando perfis mais tecnológicos, para deixar de ver a digitalização como uma ameaça. Ou seja, é necessário entrar no jogo e deixar de ser espetador.

Existe uma grande necessidade de que empregados e empregadores unam esforços para melhorar o serviço global.