Terça-feira, Novembro 29Bem vindo(a) #winelover 😀

Gloria Reynolds – Os vinhos que esperam o “tempo que for necessário” para brilhar

Os vinhos Gloria Reynolds expressam o expoente máximo não só da produção da Reynolds Wine Growers, mas também da história da família que está no Alto Alentejo desde 1850.

Gloria é o nome da mãe de Julian Reynolds, uma das inspirações do produtor de origem inglesa para fixar-se, até aos dias de hoje, na Herdade da Figueira de Cima (Arronches), onde dá vida às inovações em tempos trazidas pela família para a região e o país.

Reynolds Wine Growers
Reynolds Wine Growers

Foi ainda o trisavô de Julian, Robert Reynolds, a introduzir em Portugal a casta Alicante Bouschet e a maneira “afrancesada”, assim lhe chamavam na altura, de fazer vinhos, recorrendo ao estágio em barrica. Ambos – a casta e o estágio – são hoje parte fundamental do Gloria Reynolds Tinto.

Gloria Reynolds - Os vinhos que esperam o “tempo que for necessário” para brilhar
Gloria Reynolds – Os vinhos que esperam o “tempo que for necessário” para brilhar

A colheita de 2013, que chega agora ao mercado, é 100% Alicante Bouschet, estagiou dois anos em barricas de carvalho francês de 225 litros e esperou outros sete anos, em garrafa, até ver a luz do copo.

Gloria Reynolds Tinto 2013
Gloria Reynolds Tinto 2013

Afinal, esse é o pressuposto que faz nascer cada vinho Gloria Reynolds: o tempo que for necessário, por um lado, de estágio e, por outro, para se perceber se a colheita de determinado ano é digna do peso da “chancela” Gloria.

Foi o que aconteceu, no Tinto, com o ano de 2013. Autêntico e puro, este novo Gloria Reynolds destaca-se pelo aroma fresco e frutado, que contrasta com a estrutura forte, pronta a surpreender a cada trago. Ao copo, deve chegar entre os 16ºC e os 18ºC, devendo também ser decantado uma hora antes de ser consumido, a acompanhar pratos de alta gastronomia.

Gloria Reynolds Branco 2020
Gloria Reynolds Branco 2020

Já o Gloria Reynolds Branco de 2020, que estagiou durante um ano em barricas de carvalho francês e um ano em garrafa, traz um toque mineral que persiste, frontal e fresco, na boca. Servido entre os 13.ºC e os 14.ºC, é particularmente saboroso a acompanhar patês, queijos e pratos de elaborados de peixe.

Julian Reynolds
Julian Reynolds

“Quando começámos a lançar vinhos tranquilos de estágio muito prolongado, houve alguma estranheza no consumidor. Muitas vezes, diziam-nos que estávamos a vender vinhos “velhos”, porque não o tínhamos conseguido fazer antes. A força que o tempo imprime a estas colheitas provou o contrário: o envelhecimento não é sinal de enfraquecimento, mas de força e qualidade para uma boa longevidade. É nesta forma de fazer vinho que acreditamos e que estendemos não só aos Gloria Reynolds, como a outras gamas.

Julian Reynolds
Julian Reynolds Grande Reserva 2014
Julian Reynolds Grande Reserva 2014

Por esta altura, chegam às prateleiras e restauração outras duas colheitas “novas” em tudo, exceto no ano. Julian Reynolds Grande Reserva 2014 traz também a força da Alicante Bouschet (80%) e pequenas partes (10% cada) de Syrah e Cabernet Sauvignon, duas parcelas de vinha que o produtor carinhosamente apelida como “sal e pimenta”, por “temperarem” este vinho.

Robert Reynolds 2010
Robert Reynolds 2010

Já Robert Reynolds 2010 traz um licoroso alentejano, totalmente feito com Alicante Bouschet, a casta da casa.