Sexta-feira, Dezembro 2Bem vindo(a) #winelover 😀

Formação é a chave para atrair e reter talentos na hotelaria e restauração

Eurofirms Group, empresa de RH especializada em gestão de talento, com mais de 30 anos de experiência a nível ibérico, divulgou os resultados do seu mais recente estudo nacional, levado a cabo em maio de 2022: “Estudo da perceção do emprego no setor da hotelaria e restauração”.

A evolução do turismo ao longo das últimas décadas tem marcado o modelo do setor de hotelaria e restauração que tem revelado ser a porta de entrada de grande parte dos jovens do nosso país no mundo do trabalho.

Ano após ano, o setor incorporou novas gerações, no entanto, devido à casuística do setor e algumas condições laborais como os horários, a conciliação familiar e a falta de estabilidade, a rotação de pessoal temporada após temporada tem sido uma realidade.

Sabemos hoje, através deste estudo, que cerca de 61% dos colaboradores com experiência, manifesta ter um contrato temporário (numa das muitas vertentes existentes). Daí decorre uma das maiores demandas, por parte dos trabalhadores, que desejam uma maior estabilidade e durabilidade nos seus contratos.

A mobilidade de profissionais de hotelaria rumo a outros setores é uma realidade, bem como a crescente dificuldade em atrair novos talentos.

Formação é a chave para atrair e reter talentos na hotelaria e restauração
Formação é a chave para atrair e reter talentos na hotelaria e restauração

De acordo com o estudo agora divulgado da Eurofirms, uma surpreendente taxa de 58% dos inquiridos revela não se ver a trabalhar neste setor num espaço temporal de três a cinco anos, sublinhando a dificuldade vivida pelos players do setor em reter talentos.  

O estudo revela também que a principal motivação para trabalhar na área é a questão financeira, embora dos inquiridos 40% confirmem que, com uma formação adequada, poderia ser uma área que recomendariam a terceiros.

Por outro lado, os dados agora revelados pela Eurofirms, confirmam que as condições que mais pesam de forma negativa para que o setor não seja considerado atrativo são os horários e a conciliação familiar com 41,8% seguida dos salários praticados com 35,4% (mais de metade – 54% – não ultrapassa os 800 euros por mês), e a precariedade laboral a surgir em terceiro com 33,3% das respostas. A pouca flexibilidade existente e o plano de carreira surgem em quarto e quinto respetivamente com24,1% e 14,8%.

LEIA TAMBÉM:  Programa WSET arranca em janeiro na Escola de Vinho do WOW

De acordo com Sara Pimpão, country leader do Eurofirms Group em Portugal, “Estruturalmente é necessária uma mudança no setor que possa responder aos três grandes desafios para a gestão do talento nas empresas: atrair, desenvolver e reter os colaboradores, criando, para tal, as condições que permitam tornar o setor mais atrativo.”

E acrescenta: “o nosso estudo também revelou que quase metade dos inquiridos com experiência no setor valoriza a relação com o cliente como um ponto fundamental, e talvez esteja aqui a chave que poderá converter-se numa ferramenta eficaz para reter talentos nas empresas, acrescendo com a oferta de formação.”.