Terça-feira, Outubro 4Bem vindo(a) #winelover 😀

“Verde Tinto” mais caro de sempre, esgota em menos de 24h

O lançamento do Pequenos Rebentos Touché tinto 2020, DOC Vinho Verde, esgotou em menos de 24h no produtor. 

Trata-se de um Verde tinto singular, fruto de vinhas em extinção com mais de 90 anos e é o mais caro de sempre.

"Verde Tinto" mais caro de sempre, esgota em menos de 24h
“Verde Tinto” mais caro de sempre, esgota em menos de 24h

Corria o ano de 2012 quando Márcio Lopes, enólogo e produtor, provou aquele que viria a ser o seu vinho tinto preferido de sempre: Romanée Conti La Tâche Grand Cru 2009. A partir daí começou a tentar fazer vinhos com castas portuguesas que chegassem a esse perfil, vinhos como o Proibido Marufo ou Proibido Clarete, no Douro, algo que para ele se assemelhasse a um vinho potente, mas ao mesmo tempo cheio de elegância, finesse e suavidade. No entanto, achou que faltava tensão.

Procurou no granito encontrar a acidez que necessitava e, a partir, de 2016 começou a fazer as primeiras experiências com uvas tintas de ramadas da Região dos Vinhos Verdes.

Em 2020, Márcio Lopes acertou “na mouche”, já que, explica: “Encontramos as vinhas perfeitas para fazer este vinho“, proveniente de ramadas de Melgaço com cerca de 90 anos, com mistura de castas onde se destacam Bastardo, Alvarelhão, Caínho Tinto, entre outras, numa produção limitada que não chega às 1000 garrafas, cujo preço recomendado de venda ao público é de 50 euros.

Em 2021 passou a pagar as uvas tintas da região de Monção e Melgaço a 1€ por quilo.

Márcio Lopes
Márcio Lopes

“Este tipo de sistema de vinha está em extinção e se não compensarmos o trabalho das pessoas, elas vão acabar por abandonar os campos. É uma riqueza cultural e faz parte do nosso património vitícola e paisagístico que se perde”.

Márcio Lopes

Recorde-se que Márcio Lopes recebeu em 2022 o prémio “Tradição e Identidade” atribuído pela revista Paixão Pelo Vinho, também foi considerado uma das “TOP 100 Melhores Descobertas do Mundo do Vinho” pela revista Wine Advocate em 2020, e foi distinguido com o Prémio “Singularidade” pela revista Vinho-Grandes Escolhas e “Enólogo Revelação” pela Revista de Vinhos, ambos em 2019.