Sexta-feira, Outubro 7Bem vindo(a) #winelover 😀

As (pre)visões de Mestre Zanvinga para 2022

Chegámos àquela altura do ano em que se olha para trás e se analisa se tudo correu como prevíamos (as chamadas “retroespectivas”), apenas para constatar que mesmo num curto espaço de tempo, como são 12 meses, a probabilidade de acertarmos no futuro continua a ser um grande exercício de advinhação. 

Contudo, não desmoralizemos facilmente, pois mesmo profissionais mais rotinados nisto de prever o futuro não acertam em tudo. E para confirmar isso mesmo, deixo-vos aqui 2 artigos de fontes bem credíveis (Wine Intelligence e Visual Capitalist) que tiveram a frontalidade de olhar para as suas previsões passadas e assumir as suas falhas (mas também enaltecer os seus acertos, que foram vários, como já nos habituaram a ser):

Fonte: https://www.wineintelligence.com/global-wine-industry-predictions-for-2021-how-did-we-do/
Fonte: https://www.visualcapitalist.com/a-look-back-at-expert-predictions-for-2021/

Claro está que há sempre alguns, como os supracitados, que, pela experiência que têm, acertam mais do que falham, mas dificlmente alguém conseguirá acertar sempre em tudo o que prevê.

E a realidade que hoje vivemos é um bom exemplo disso mesmo, pois basta olharmos dois anos para trás e pensarmos quantos ditos “futuristas” apontariam em dezembro de 2019 que uma pandemia iria abalar o mundo em menos de 3 meses… Diria que o número rondaria próximo de zero, e aqueles que o fizessem seriam apontados como os novos Nostradamus, ou profetas da desgraça, em vez de visionários…  

Pese embora este cenário de dificuldade de se prever o futuro, não queria deixar passar este momento de fim de ano para também contribuir com o meu exercício de advinhação para 2022, pois olhar para o futuro e tentar perceber o que se vai passar é algo que me fascina e que, em boa parte, me levou a seguir o meu caminho em Inovação e Estratégia.  

Aqui ficam então duas (pre)visões de Mestre Zanvinga para 2022 (ou talvez 23, 24 ou 25, porque elas podem demorar um pouco mais do que 365 dias para se realizar):

1 – Celebrity Wines & Spirits

Não é de agora o fascínio das celebridades por vinhos e espirituosas, mas o seu sucesso comercial em larga escala é algo relativamente recente. Um dos mais mediáticos exemplos desta ligação, entre vinho e celebridades, é o Miraval de Brad Pitt e Angelina Jolie, que na data de lançamento (em 2013) esgotou em 5 horas. Oito anos mais tarde, e com um divórcio pelo meio, Jolie vendeu a sua parte do negócio a uma empresa do grupo Stoli, mas Pitt continua ligado a esta marca e ainda recentemente o produtor anunciou uma nova extensão no portfólio.

Um velho amigo de Brad Pitt, o senhor George Clooney lançou no mesmo ano (2013) um projeto de uma tequila (Casamigos), em parceria com um outro amigo do ramo da restauração. O objectivo era criar uma tequila mais suave, para poder beber esta espirituosa com maior frequência nos convívios que realizava com amigos na sua casa do México. Aquilo que se tratava, inicialmente, de uma produção caseira acabou por alcançar em 2020 o volume de vendas de 1Milhão de caixas de 9L. Isto já depois de Clooney ter vendido o negócio da Casamigos à Diageo em 2017 por 1Bilião de Dólares. Nada mau para uma “brincadeira” de amigos.

Fonte: https://www.thegentlemansjournal.com/article/george-clooney-rande-gerber-talk-authentic-mexican-tequila-casamigos/

Mais recente, mas não menos mediática, até pelo ritmo veloz em que o sucesso foi alcançado, foi a estreia de Kylie Minogue no sector vinícola. A estrela pop lançou uma coleção de vinhos em 2020 no Reino Unido, e em menos de 2 anos atingiu vendas de 1Milhão de garrafas e viu o seu Prosecco Rosé atingir o nº 1 de vendas no país. O estrelato e os sucessos são algo a que a artista estava habituada com as suas músicas, mas que vê agora continuação com os seus vinhos e a mantêm nas luzes da ribalta.  

Fonte: https://www.thedrinksbusiness.com/2021/11/kylie-minogue-scores-number-one-hit-with-prosecco-rose/

Com base nestes exemplos, mas também de outras celebridades, como Dave Mathews, Cameron Diaz, Pink, Francis Ford Coppola, Dwayne Johnson (The Rock), Ryan Reynolds, Jay Z, Post Malone ou David Beckham, acredito que 2022 poderá ser o ano em que os Vinhos (e/ou as Espirituosas) de Celebridades “cheguem” a Portugal.

Fonte: Dwayne “The Rock” Johnson on Teremana Anejo Tequila Launch, How to Buy – Rolling Stone

Estas modernices do “Star System” internacional levam sempre alguns anos até terem réplicas por cá, mas como já lá vão quase 10 anos desde o lançamento do Miraval de Brad Pitt e do Casamigos de George Clooney acredito que mais cedo ou mais tarde (e talvez mais cedo que mais tarde) teremos exemplos cá pelo burgo.

E até já houve alguns apontamentos nesse sentido, como o projeto de Cliff Richards na sua propriedade no Algarve (Adega do Cantor), ou os Xutos e Pontapés e Tony Carreira que associaram as suas “marcas” a produtores de vinho.  

Além destes, também no mundo do futebol já há alguns exemplos de ligações entre celebridades e vinhos, conforme explorei no artigo “Levar o Vinho na Desportiva”, mas um projeto de raiz criado por uma estrela nacional e que seja um sucesso de vendas é coisa rara (provavelmente o mais próximo que tivemos foi a época em que José Roquette era presidente do Sporting e do Esporão em simultâneo).

Para concluir esta (pre)visão e deixar já um pontapé de partida para essas ligações, sugiro os seguintes projetos/artistas: “Rosé, Sweet Rosé by Cristina” (um espumante rosé pela Cristina Ferreira), “O Tal Espadal” ou “Bamos lá Cambada!” (vinhos tranquilos pelo Herman José) ou “CR7” (um vinho Madeira pelo nosso GOAT Cristiano Ronaldo). 

2 – Wine on Digital Steroids

Possivelmente “já chega de bater no ceguinho” no que diz respeito à importância que os produtores têm de dar à sua presença digital, pois é notório que evoluímos muito nos últimos anos neste campo e essa necessidade já está a ficar enraizada nos produtores.

Hoje em dia não deverá haver um produtor de dimensão média ou mesmo pequena que não tenha a sua página online (alguns já com loja de e-commerce) e uma presença nas redes sociais (a maioria em Facebook, mas muitos a aventurarem-se já noutras plataformas).

E por incrível que pareça há coisas boas que se podem tirar deste período de pandemia que estamos a viver, e uma delas é sem dúvida a agilidade com que os produtores portugueses souberam fazer a transição para o digital (zoom meetings com clientes, workshops online das comissões ou feiras/eventos virtuais são tudo realidades às quais nos temos adaptado com alguma facilidade).  

No entanto, como também sabemos, uma das características do digital é a velocidade de evolução/transformação deste canal. E se acharmos que no Digital aquilo que fizemos no ano passado irá funcionar daqui por 2 ou 3 anos estamos apenas a preparar o caminho para o insucesso.

E é por isso que em 2022 os produtores devem estar atentos a estes temas, se a presença no digital é algo que se quer levar a sério:

Online Retail Media – hoje em dia grande parte do investimento em publicidade online ainda é feita em pesquisa (Google) ou em social (Facebook), mas é cada vez maior a fatia que o ponto de venda (Amazon) está a absorver do investimento das marcas na publicidade online. E é fácil perceber porquê, pois à medida que o e-commerce vai crescendo as marcas querem comunicar com os consumidores no momento de compra, e por isso ter um banner num qualquer supermercado online fará muito mais sentido do que criar um anúncio para dirigir alguém para o nosso site quando essa pessoa pesquisar por uma palavra que esteja relacionada com o nosso produto.

Fonte: https://www.emarketer.com/content/amazon-dominates-fast-emerging-retail-media-ad-market

Marketplaces – os Marketplaces são uma espécie de “feira”, onde alguém, que muitas vezes é ele próprio um comerciante, cede um espaço para que outros possam vender os seus produtos (ou produtos adquiridos a terceiros). Temos já vários exemplos disso em Portugal, sendo talvez os mais conhecidos os casos da Fnac e da Worten (internacionalmente o mais popular de todos é, como não podia deixar de ser, a Amazon).

No sector vínico o Marketplace que ganhou maior destaque nos últimos anos foi o Drizzly nos EUA, que foi recentemente vendido à Uber por 1,1 Biliões de dólares. Em Portugal há já operadores com modelos de negócio semelhantes, como a Adegga ou a Swig, mas acredito que a maior disrupção no nosso país surgirá quando a app Vivino implementar em Portugal o seu Marketplace, que já está disponível em vários mercados, como EUA, Brasil, França, Reino Unido, Alemanha ou Espanha.  

Fonte: https://venturebeat.com/2018/02/14/wine-discovery-app-vivino-raises-20-million-as-its-ecommerce-business-takes-off/

Live Shopping Shows & Social e-Commerce – A forma como as pessoas compram online está também ela a evoluir e com a melhoria das ligações e o advento do vídeo como principal meio de interação entre as marcas e os consumidores começam a ser cada vez mais frequentes os projetos de “live streaming” com intuito comercial.

Como nos pontos anteriores um dos principais impulsionadores desta tendência foi a Amazon, com o seu Amazon Live. No entanto é na China, e sobretudo com o crescimento do Singles’ Day que esta forma de vender tem ganho cada vez maior relevância.  

Em Portugal ainda são muito raros os exemplos de empresas que usem esta técnica, mas começam a surgir algumas iniciativas que merecem destaque, pelo mérito de arriscarem e de tentar incorporar na comunicação das suas marcas as tendências de E-commerce internacionais. O melhor exemplo disso foi a ação que a Worten fez este ano no Black Friday, em que Filomena Cautela surgiu como a anfitriã de um “live streaming” a apresentar os melhores descontos.

LEIA TAMBÉM:  Altitude by Duorum - A nova marca do Douro Superior
Fonte: https://www.amazon.com/live

Wine @ TikTok

Não é novidade nenhuma que o TikTok é a rede social da moda. E os seus números apenas o vêm comprovar: a rede social chinesa foi a mais rápida a atingir a marca de 1Bilião de utilizadores mensais activos.

No meio de muita controvérsia, como o possível impacto negativo no rendimento escolar e na saúde mental dos mais jovens ou aquela vez em que “King” Trump quis banir a App dos EUA, a verdade é que 2021 foi sem dúvida o ano desta rede social.

E, apesar de todos os esforços do Facebook (ou do Meta – mas já lá vamos…) para trazer algumas das funcionalidades do TikTok para o seu Instagram (transitando-o de uma plataforma de partilha de fotos para uma App de “ancoragem” de vídeos curtos), não vejo que em 2022 a Avalanche TikTok vá abrandar.

Talvez por ser ainda vista como a rede social dos mais novos (que já nem conta criam no Facebook) tem havido algum “pudor” por parte das marcas de vinho em entrar em força nesta plataforma (será 2022 o ano de arranque?), e são sobretudo as contas de particulares que vão postando vídeos sobre vinho.

Ainda assim, e para se ter uma ideia da evolução da presença de vinho no TiktTok, a meio do ano surgiu uma notícia que referia que de 2020 para 2021 terá havido um aumento de 50% de posts relacionados com vinho (ex: #sommelier ou #winetok).

Fonte: https://techcrunch.com/2021/09/27/tiktok-reached-1-billion-monthly-active-users/

Vinhos no Metaverso (VR, AR e MR)

Nas últimas semanas não se tem falado de outra coisa no mundo digital que não seja a mudança de nome do Facebook para Meta, e as implicações que isso tem em termos de estratégia de futuro para a empresa de Mark Zuckerberg.

As teorias variam entre aqueles que apontam que é apenas uma operação de cosmética para “limpar” o nome do Facebook das recentes polémicas sobre a privacidade e o impacto negativo da rede social na sociedade, enquanto outros referem que se trata de uma jogada de mestre de uma das maiores empresas tecnológicas para se antecipar ao que será o Metaverso.

E o que é o Metaverso? Sendo um conceito relativamente recente ainda não há uma aceitação por parte dos estudiosos sobre o que é ao certo o Metaverso, pois estamos numa situação comparável ao que era a Internet nos anos 70.

Mas de forma muito simplista, quase todos concordam: o Metaverso, é o futuro da Internet.

 Ao Metaverso são muitas vezes associadas as tecnologias de VR (Realidade Virtual), AR (Realidade Aumentada) e MR (Realidade Mista, quase um cruzamento entre a virtual e a aumentada, e na qual a Microsoft tem investido muito dinheiro, nas suas HoloLens).

Com os custos destas tecnologias a baixar, bem como o investimento necessário para correr nelas software, agregadas à crescente adopção por parte dos consumidores e das empresas, fazem com que no mundo Ocidental já quase todos tenhamos, de uma forma ou outra, tido contacto com VR, AR ou MR. A grande questão que se coloca é se é apenas uma moda (como foram os televisores 3D há uns anos) ou se é de facto uma tecnologia que veio para ficar. 

Provavelmente esta será, de todas, a tendência para 2022 que menor probabilidade terá de se realizar já no próximo ano, mas é preciso estarmos muito atentos, porque certamente o Facebook (ou a Meta, desculpem) não está a investir biliões de dólares nestas tecnologias de futuro em vão, apenas por capricho de Zuckerberg.

Caso se queiram entreter neste Natal, vendo filmes ou séries que dão um percepção daquilo que pode vir a ser o Metaverso, deixo em baixo uma lista de sugestões:

Minority Report (2002, com Tom Cruise);

Surrogates (2009, com Bruce Willis);

Black Mirror (2011, série britânica disponível na Netflix);

Ready Player One (2018, de Steven Spielberg)

Free Guy (2021, com Ryan Reynolds)

Fonte: https://techcrunch.com/2021/10/28/facebook-changes-its-corporate-branding-to-meta/

Mobile Apps

Se o Metaverso é o futuro da Internet, as Mobile Apps são sem dúvida o presente.

Nos últimos anos tem sido por demais evidente o “boom” na criação e consequente utilização destas aplicações por parte dos consumidores, gerando quase como que uma “corrida ao ouro” pelo espaço no ecrã de telemóvel dos consumidores (e já agora pelo espaço nos seus cartões de memória).

O Sonho de qualquer marketer é ter a sua marca na mão dos consumidores, pronta a interagir com eles a qualquer momento, e temos visto, pela forma como a sociedade se está a transformar em “mobile-centric”, que quem não conseguir estar no telemóvel do consumidor estará remetido para o esquecimento.

Mas para estar no telemóvel dos consumidores há que satisfazer uma de 3 necessidades: informação, entretenimento, utilidade.

Com isto em mente, este ano lançámos na Aveleda o projeto Casal Garcia Crush.

Pela identidade da marca fomos atrás do pilar do entretenimento e criámos um jogo em que o consumidor podia interagir com as nossas garrafas.

Os resultados foram muito positivos, tendo-se alcançado um volume superior a 10k downloads da App, e tendo atingido uma média de utilização por jogador superior a 3 Horas (sim, Casal Garcia esteve na mente dos consumidores e, literalmente, nas suas mãos, ainda que de forma digital, por um período superior a 3 horas).

Este é um exemplo interno que partilho com satisfação, porque mostra como Casal Garcia foi pioneira em Portugal nesta tendência, mas há que realçar que, ainda assim, ficámos bem distante dos números obtidos por um dos maiores produtores mundiais (TWE) que com a sua App Living Wine Labels (de realidade aumentada), já ultrapassou a marca de 1Milhão de downloads.

Fonte: https://www.casalgarcia.com/passatempos/casal-garcia-crush/

NFTs & Criptos

Antes do Facebook se mudar para Meta este era o “Hot Topic” do mundo digital.

Todos queriam saber o que eram os NFTs, e se as Criptos vieram para mudar o mundo ou se são apenas uma nova bolha tecnológica como a que tivemos no final dos anos 90, inícios de 2000.

Se simplificarmos à essência, podemos dizer que os NFTs são arte digital e que as Criptos são moedas, sendo que, até à data, a maioria dos NFTs são adquiridos com Criptos (como a Etherium) em Marketplaces de NFTs (como a OpenSea, a Rarible, a NBA Top Shot ou a Sorare, que esteve recentemente na abertura do Websummit em Lisboa).

Inclui-os dentro do mesmo “umbrela” porque a tecnologia que utilizam é a mesma: BlockChain.

O que me deixa fascinado com as NFTs e as Criptos é o rápido crescimento que ambas têm tido. Surgindo do nada, em 2021 um artista vendeu o seu trabalho NFT por cerca de 70Milhões de Dólares. Já a Bitcoin ou a Etherium (provavelmente as criptos mais populares) tiveram este ano, até à data, uma valorização de 77% e 480%. E se olharmos 5 anos para trás, a Bitcoin cresceu 4520% e a Etherium valorizou 44804%. Ou seja, transpondo para o universo vínico, é o mesmo que dizer que uma garrafa de 5€ a estagiar por 5 anos tinha passado a valer entre 22.500€ e 224.000€. Não é um mau investimento… 😊

Talvez por isto se tenham tornado tópicos tão mediáticos (sabemos da ânsia do ser humano pelo enriquecimento “instantâneo”) e começam agora a ganhar uma adopção massificada, o que leva a que também já haja alguns exemplos de produtores vínicos que os incluíram nas suas estratégias de comunicação com consumidores.

Deixo alguns exemplos:

               – Vinhos de Sarah Jessica Parker e NFTs

               – Penfolds e NFTs

               – Acker aceita Criptos

               – Wine Craft cria uma Cripto de vinho

Fonte: https://cointelegraph.com.br/news/tokenized-wine-rare-wine-nft-will-sell-for-130-000-in-partnership-between-penfolds-and-blockbar

Estas são as minhas previsões para o futuro próximo (que poderão ser os próximos meses, ou os próximos anos, que isto de prever o amanhã tem sempre um intervalo grande de incerteza).

Mas para não ficarem apenas com a minha perspectiva do futuro deixo aqui uma lista de previsões mais profissionais que as minhas, e por isso também mais prováveis de efectivamente virem a acontecer:

Wine Intelligence: Industry Predictions for 2022;

TrendWatching: 22 Consumer trends opportunities for 2022

TrendHunter: 2022 Trend Report

Mintel: Global Consumer Trends 2022

Hipersuper: 12 Temas que vão marcar a agenda em 2022

The Economist: The World Ahead 2022

Um Bom Ano Novinho!

Inovadoramente vosso,

Ildefonso Martins

Diretor de Inovação e Estratégia da Aveleda

A opinião expressa neste artigo é da responsabilidade apenas do autor e não vincula a entidade à qual ele se encontra contratualmente ligado.