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Casa da Tapada de portas abertas no Dia Nacional do Vinho

Integrado no ‘Festival Amares de Portas Abertas’.

Desde 2004, no primeiro Domingo de Julho celebra-se o Dia Nacional do Vinho. Nesse âmbito, nos dias 2, 3 e 4 realiza-se aquele que é a estreia do ‘Festival Amares de Portas Abertas’. Situada na freguesia de Fiscal, precisamente no concelho de Amares, distrito de Braga, a Casa da Tapada é um dos players vínicos desta iniciativa, promovida pelo Município de Amares e que convida à descoberta dos e dos espaços do concelho.

Pela nova gama de vinhos – produzidos desde a vindima de 2018 pela família Serrano Mira, também proprietária da Herdade das Servas, em Estremoz –, pelo património histórico, onde se inclui a emblemática casa e a centenária mata, a Casa da Tapada é, sem dúvida, uma paragem obrigatória para quem visitar a região nestes dias.  

Casa da Tapada de portas abertas no Dia Nacional do Vinho
Casa da Tapada de portas abertas no Dia Nacional do Vinho

Além da visita às quintas produtoras de vinho, que, ao todo, são sete e vão estar abertas das 10h00 às 18h00, durante os três dias, do programa fazem parte workshops e conversas sobre a casta Loureiro, autóctone da Região Demarcada dos Vinhos Verdes e ex-libris nesta sub-região, de seu nome Cávado, por se encontrar na bacia hidrográfica do rio com o mesmo nome.

Da Capela à Casa da Tapada em forma de vinho

Loureiro é precisamente a casta que domina a Casa da Tapada, estando presente em ambos os vinhos que atualmente se produzem nesta quinta. Falamos do ‘CT Capela da Tapada Grande Escolha’ (€4,95), feito em exclusivo com Loureiro; e do ‘Casa da Tapada Superior’ (€7,90), com a Loureiro a fazer dupla com a emblemática Alvarinho, em predominância (80%).

Quem visitar a Casa da Tapada vai poder degustar estes dois néctares, da colheita de 2019, e sempre na companhia de uma boa explicação, a cargo de Catarina Soares, responsável do .

Capela da Tapada Grande Escolha
Capela da Tapada Grande Escolha

O primeiro é, segundo o enólogo Ricardo Constantino, um “Loureiro bastante sério”, com aromas de maçã, pêssego e laranja, com notas florais de citrinos e folha de louro. É fresco, frutado e equilibrado, com final de boca harmonioso e persistente. 

Casa da Tapada Superior
Casa da Tapada Superior

O ‘Casa da Tapada Superior Alvarinho e Loureiro’ é um vinho com mais estrutura. Estagiou sur lies em cubas de inox, durante três meses. No nariz, sobressaem os aromas de lima, limão, pêssego e ananás, bem como as notas tropicais e florais de citrinos. É seco, complexo, fresco e encorpado, com final de boca frutado e persistente. 

Casa da Tapada, um legado de Francisco de Sá de Miranda

O imponente solar da Casa da Tapada foi erguido em 1540 (séc. XVI) pelo poeta do renascimento literário e reconhecido humanista Francisco de Sá de Miranda – responsável pela introdução do movimento literário renascentista no nosso país –, que ali se instalou e começou a produzir vinho. Foi classificado como Imóvel de Interesse Público em 1977. Um valor histórico-cultural que pesou no investimento feito pela família Serrano Mira, que está já a apostar na melhoria das condições da propriedade e no enoturismo.

A Casa da Tapada possui 24 hectares de área total, distribuídos por 12 hectares de vinha, com condições excecionais e únicas; por uma mata centenária sublime, com um surpreendente e diversificado património botânico espalhado por 10 hectares; e uma área edificada. O Solar, com onze quartos, foi construído por duas fases, no século XVII e XIX, sendo composto por um corpo principal de linhas maneiristas, cuja planimetria se desenvolve em L, o que o torna distinto dos demais, quer pela sua relevância histórica, quer pela cultural. Soma-se a Casa da Eira, com quatro quartos, a capela de Nossa Senhora da Guia, a loja de vinhos e a , que está a ser alvo de amplificação.

Sobre Amares, destino de Francisco Sá de Miranda

Amares situa-se entre o rio Cávado e o rio Homem, sendo um dos 14 concelhos que integram o distrito de Braga. Com uma das mais belas paisagens do Minho, entre a abundância das águas e a intensidade do verde, tem verdadeiros locais paradisíacos, seja junto às margens dos rios, seja no cimo das montanhas, onde se erguem ermidas de vistas estendidas quase até ao mar. Cruzam o concelho pontes antiquíssimas, velhos trilhos de romeiros, chãos de giesta e penedia, bem como vias que lembram a civilização romana na travessia pela Geira, que ligava Braga a Astorga. Associado a nobres e ilustres cavaleiros, como D. Gualdim Pais e Mendo Moniz, foi destino do poeta Sá de Miranda, fundador da Casa da Tapada.

Mais recentemente conheceu como filho afamado António Variações. Conta ainda, sobretudo no campo da poesia e da literatura infanto-juvenil, com um outro nome de excelência: Vergílio Alberto Vieira. Com alma de gente simples e hospitaleira, colhe da terra e leva para a mesa a de paladar caseiro, tendo mesmo adquirido projeção nacional o seu Festival das Papas de Sarrabulho, sem esquecer as várias confeções do bacalhau, as trutas, o pica-no-chão e o cabrito, entre muitos outros pratos. Não menos célebre é a sua laranja, de tamanho e forma singulares, saborosa, suculenta e de casca fina – assim como os múltiplos derivados deste fruto, desde sumos, compotas e doces. Tudo bem acompanhado com ou tinto da região, de que se destaca como mais característico o de travo a loureiro.

Contactos

Nome: Casa da Tapada Sociedade Agrícola, SA

Morada: Avenida Sá de Miranda, 150, 4720-464 Fiscal, Amares

Telefone: 253 012 040

E-mail: enoturismo@casadatapada.com

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Apaixonado por Comunicação e Marketing, com formação superior nas áreas de Relações Públicas e Publicidade, e especializações em Marketing de Vinhos, Marketing Digital, Social Media e Turismo. Qualificação em Vinhos WSET® (Wine & Spirit Education Trust).