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Princesa Reserva Tinto – Vinho do Douro regressa ao mercado com a colheita de 2019

Novo lançamento da duriense Quinta da Côrte, acaba de chegar ao mercado.

Um dos vinhos mais notáveis do Douro está de regresso com uma nova colheita: Quinta da Côrte Princesa Reserva Tinto 2019. Um vinho “batizado” em homenagem à enóloga Marta Casanova e que resulta da junção de cinco castas, o que o torna único.

Seguindo a filosofia das Vignobles Austruy, a Quinta da Côrte está ao cuidado dos melhores  especialistas.

Princesa Reserva Tinto - Vinho do Douro regressa ao mercado com a colheita de 2019
Princesa Reserva Tinto – Vinho do Douro regressa ao mercado com a colheita de 2019

À frente das operações está Marta Casanova a quem não é estranho o universo do Vinho do Porto. Depois de terminar os estudos de Engenharia Agrícola na Universidade de Trás-os Montes e Alto Douro, dirigiu uma  importante Quinta no Douro Superior: a Quinta de Brunheda.

Quando comecei a trabalhar,  no Douro, éramos apenas três mulheres. Era uma área essencialmente masculina”, recorda.

Exigente e perfecionista, deixou a sua  marca. Depois, mudou-se para a Quinta Beira Douro, que tinha sido comprada em 2006  por um grupo bordalês, e onde ficou durante quatro anos, antes de se lançar na área da   consultoria e num projeto pessoal.

Em 2013, Philippe Austruy confiou-lhe a difícil tarefa de  coordenar a renovação da Quinta da Côrte e supervisionar a produção dos Vinhos.

Stéphane Derenoncourt e a sua equipa colocam os seus conhecimentos e vasto savoir-faire  ao serviço da produção dos vinhos DOC Douro.

Notas de Prova

Fruto da mistura inconfundível das castas Touriga Nacional (10%), Touriga Franca (20%), Tinta Barroca (35%), Tinta Roriz (20%) e Vinhas Velhas (15%), a qualidade ímpar do Princesa Reserva Tinto 2019 é visível ao olhar na sua cor retinta. Este néctar oriundo de solo xistoso exibe uma panóplia riquíssima de aromas muito frescos de frutos vermelhos e algumas especiarias, em harmonia com notas florais. No palato, sobressaem taninos suaves e a sua elegância. É a companhia perfeita para pratos como lombelo de porco com puré de abóbora ou rosbife com batatas assadas. Este exemplar inesquecível do Douro está disponível em 20 mil garrafas de 75 cl e 150 garrafas Magnum (150 cl).

Se conservado em boas condições, pode durar 10 anos ou mais.

ANO VITIVINÍCOLA DE 2019

O ano vitivinícola de 2019 carateriza-se por grandes desafios climatéricos. A nível de temperatura, os períodos de Inverno e Primavera registaram grandes oscilações, com os meses de dezembro de 2018 e maio de 2019 muito mais quentes que o normal e os meses de janeiro e junho mais frios. A precipitação registou valores inferiores ao normal e ocorreu, sobretudo, no Inverno e na Primavera. Ressalvam-se as exceções de novembro e abril, nas quais a precipitação foi superior ao normal e o período bastante seco entre maio e setembro. As grandes amplitudes térmicas que se fizeram sentir no decurso do período de vindima permitiram uma maturação mais lenta e equilibrada das uvas, reforçando a qualidade e o caráter deste vinho.

SOBRE A QUINTA DA CÔRTE

Antiga propriedade das famílias locais Pacheco & Irmãos a Quinta produziu durante vários anos uvas e, às vezes, alguns lotes de vinho que eram vendidos aos grandes nomes do vinho do Porto, como Delaforce, Croft, Taylor’s e Ramos Pinto.

Em 2013, Philippe Austruy, proprietário de várias propriedades em França e uma em Itália, procura uma Quinta no Douro. Quando visita a Quinta da Côrte, é amor à primeira vista: os edifícios estão em muito mau estado e nota-se uma falta de manutenção crónica por todo o lado. Porém, a propriedade tem um grande potencial. Demora mais de um ano para concretizar a aquisição junto de todos os herdeiros, mas em finais de 2013, as obras podem começar! Em primeiro lugar, a vinha e a adega são alvo de todas as atenções. As 22 parcelas, na altura, com uma densidade média de plantação de 4000 pés/hectares e uma idade média de 40 anos foram objeto de uma recuperação de fundo. Todas foram cuidadosamente classificadas, cada fila foi numerada e todos os pés de vinha foram identificados. O material vegetal em falta foi substituído. Os solos foram totalmente retrabalhados com vista a serem arejados e reequilibrados, em especial através de correções calcárias. Desde o início que metade da propriedade (12 hectares, correspondente às vinhas velhas) é trabalhada graças ao Bonito e ao Garoto, dois cavalos ágeis que compensam, minimamente, o facto de não ser possível utilizar nenhuma máquina.

A partir da colheita de 2013, a Quinta da Côrte produz um tinto do Douro que prova logo à partida a excelência da região.

Sobre a Adega:

A adega é um projecto assinado por Pierre Yovanovitch, com uma arquitectura pensada ao pormenor com o objetivo de produzir vinhos de elevada qualidade. Respeitando o declive do terreno, característica geográfica típica da região do Douro, foi concebido em 3 pisos, de forma a aproveitar a gravidade e, consequentemente, o aproveitamento mínimo de bombas.

No último andar, as uvas são recebidas onde é feita uma escolha criteriosa, quer manualmente, quer com o auxílio de uma máquina que faz essa seleção. Em seguida, passam para o piso intermediário para a vinificação em cubas de pequeno volume para trabalhar em lotes mais específicos por variedade e por lote.

No piso superior, já subterrâneo, contribuindo para a redução das amplitudes térmicas ao longo do ano, os vinhos descansam em barricas de 500 l e também em “foudres” de 3.000 l de forma a uma integração mais lenta da madeira no vinho e uma presença de taninos muito suaves no produto final. É também neste piso que termina o processo de engarrafamento e rotulagem.