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Craveiral FarmTable por Alexandre Silva é a grande novidade deste verão

Este restaurante onde o conceito “da horta para a mesa” é verdadeiro, e a cozinha simples, sazonal, local e criativa, é uma parceria entre o chef do Loco (1 estrela Michelin) e o Craveiral Farmhouse, um turismo da natureza em São Teotónio. Um projeto gastronómico e agrícola de longo prazo, que pretende tornar-se uma referência internacional.

Quem vai de férias para a zona da Zambujeira do Mar não pode deixar de experimentar o novo Craveiral FarmTable por Alexandre Silva, com direito a muitas mesas ao ar livre e a uma verda- deira comunhão com a natureza. Este novo restaurante que integra o Craveiral Farmhouse, em São Teotónio, oferece uma experiência gastronómica única.

Aberto a hóspedes e não hóspedes, é o verdadeiro restaurante “da horta para a mesa”, apresentando uma cozinha simples, autêntica, de produto, local e sem grandes artefactos, em que os conceitos de sazonalidade e sustentabilidade verdadeiramente fazem sentido. 

Alexandre Silva - Craveiral Farmhouse - foto de Martin Kaufmann
Alexandre Silva – Craveiral Farmhouse – foto de Martin Kaufmann

A ideia desta parceria começou a fermentar no ano passado, quando Alexandre Silva teve no Craveiral um pop-up do seu novo restaurante Fogo. Agora, com a “paragem obrigatória” da pandemia, Pedro Franca Pinto, um advogado que tem no Craveiral o seu projeto de vida, decidiu desafiar Alexandre Silva, com 1 estrela Michelin (no Loco, em Lisboa), a realizar o sonho de ter um espaço onde pudesse implementar todo o conceito “da horta para a mesa” de forma ge-nuína, sazonal, local e simples.

Para Alexandre Silva, a verdade é que “por trás de um cozinheiro está sempre uma grande horta! Neste restaurante os pratos começam na horta e tudo o que plantamos ou produzimos é a pensar nos sabores e resultado que pretendemos ver no prato”. 

O Craveiral, pelas suas características, apresentou-se como o parceiro ideal. Este projeto de turismo na natureza é simultaneamente um projeto agrícola, com uma horta de produção biológica e um pomar de 7000 metros quadrados.

Com 38 casas construídas em nove hectares de ar puro e de flora em bruto, o objetivo final sempre foi abastecer o restaurante do hotel, que desde o pri- meiro dia apostou nos produtos regionais e da horta, defendendo uma filosofia que reflete o luxo da simplicidade. 

Alexandre Silva e a sua equipa, incluindo o sommelier Thomas Domingues, mudaram-se para a costa alentejana para reorganizar a cozinha e trabalhar com a equipa do Craveiral, procurando também os melhores ingredientes, dos peixes e mariscos mais frescos ao borrego e porco alentejano mais saboroso que, a par de queijos, enchidos, pão e compotas, são comprados a pequenos produtores locais.

Em paralelo, Rodolfo Pereira, responsável pelo Papa Figos, um projeto de agricultura biológica e regenerativa no Cartaxo, “emprestou” os seus conhecimentos para desenhar e tratar da horta do Craveiral, avançando para um processo de regeneração dos solos que promete triplicar a sua fertilidade enquanto combate as habituais pragas agrícolas de forma totalmente natural. É claro que não é um processo imediato, mas nem é o que se pretende. 

Tal como o próprio Craveiral Farmhouse, o Craveiral FarmTable por Alexandre Silva assume-se como um projeto a longo prazo e em constante evolução, respeitando a terra e os tempos da Natureza.

Craveiral Farmhouse - foto de Martin Kaufmann
Craveiral Farmhouse – foto de Martin Kaufmann

Em abril de 2020, começaram as plantações dos primeiros hortícolas, estando já prevista uma estufa que permita a produção durante o inverno e um jardim de aromáticas e de flores comestíveis. Assim como a criação de galinhas, patos, gansos e coelhos. O objetivo de médio prazo é produzir no Craveiral Farmhouse cerca de 70% da matéria-prima utilizada no restaurante.

Com o Rodolfo e o Alexandre materializamos definitivamente um conceito que temos vindo a desenvol- ver desde 2010, permitindo ao Craveiral prosseguir e continuar a implementar os seus valores de simplicidade, autenticidade e pertença”, explica Pedro Franca Pinto. 

E o que poderá esperar desta cozinha?

Uma carta que evoca memórias do receituário tradicional, mas que vive ao sabor do que produz a terra e dos ciclos de produção, dando destaque à cozinha de fogo e apostando na experimentação, ou não estivéssemos nós a falar de Alexandre Silva, um dos chefs mais criativos da cozinha nacional.

Linguados, salmonetes, polvo, amêijoas, percebes, leitão ou borrego cozinhados na brasa, ou no forno a lenha onde também são feitas as pizzas biológicas da Pizzeria Comvida by in Bocca al Lupo. 

Num futuro próximo, desenha-se já a organização de um evento anual com cozinheiros portugueses e estrangeiros que tenham o conceito de horta para a mesa como prática, potenciando a partilha de ideias e experiências. Para depois do verão fica a promessa de uma série de jantares em que Alexandre Silva vai convidar vários chefes nacionais para irem cozinhar com ele ao Craveiral FarmTable, começando pelo João Rodrigues, do Feitoria. 

Por último, e porque o Craveiral se pauta por cumprir princípios de sustentabilidade, uma palavra para a implementação de práticas de desperdício zero, reutilizando todo o lixo orgânico da restauração em compostagem e alimentação dos animais. 

Valor médio por pessoa: entre 30 € a 40 €. 

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