Gastronomia Restaurante

FOGO – O novo projecto de Alexandre Silva

Depois de uma longa espera, a nova cozinha do chef Alexandre Silva está pronta para abrir as suas portas ao público.

Chef Alexandre Silva © Paulo Barata

I’m a firestarter!”: um refrão de música que é também o cartão de visita de Alexandre Silva, o mais inquieto dos cozinheiros portugueses. Depois do LOCO (1* Michelin) e do espaço homónimo no Mercado da Ribeira, o chef inaugura na próxima quarta-feira, dia 11 de Dezembro (apenas ao jantar), o mais aguardado projecto gastronómico do ano, o FOGO.

Sempre tive a necessidade de ter um restaurante mais próximo das minhas origens, mais próximo do conforto que a cozinha me traz”, explica Alexandre, para quem a tradição de cozinhar com fogo “nos representa enquanto povo”.

Chef Alexandre Silva © Paulo Barata

O nome do restaurante é autoexplicativo e está longe de ser apenas “fogo de vista”: no FOGO, todos os pratos são confeccionados com lenha – no forno, na grelha, no espeto ou num tacho de 80 kg – e têm o fumo como ingrediente comum.

A ignição é sempre a mesma, mas os produtos trabalhados tanto podem ser carne como peixe, legumes ou marisco.

O limite é mesmo a imaginação do chef e da sua equipa, onde se destacam o chef residente Manuel Liebaut e o sous-chef Ronald Sim (ex-Burnt Ends, considerado o melhor restaurante de fogo do mundo).

Vamos trabalhar só com produto nacional e biológico, pequenos produtores, mas não vamos ter nada fixo, porque não queremos ficar agarrados ao mau produto, queremos ficar agarrados à estação e ao que de melhor existir no mercado”, assegura Alexandre. 

Chef Alexandre Silva © Paulo Barata

Uma filosofia que significa que haverá regularmente novidades na carta, que podem ir da chanfana aos animais inteiros assados no espeto, mas também a sugestões mais autorais.

A única certeza? O bom produto, e não necessariamente o mais nobre, é sempre o melhor combustível.

Com uma cozinha aberta onde todos os clientes poderão acompanhar a acção em redor das chamas, o espectáculo é  sempre uma garantia para quem entre pela porta do número 57 da Av. Elias Garcia

Um frenesim que é também transposto para o bar, onde o barman João Bruno estará responsável pela criação dos cocktails – propostas com uma forte componente sensorial e que têm como propósito estimular o imaginário.

Na sala, todas as operações são comandadas por Francisco Oliveira, que acumula as funções de chefe de sala e escanção. Um dos elementos-chave da equipa do FOGO, o ex-sommellier do restaurante Eleven e do hotel Penha Longa conta com uma garrafeira que abarca mais de 180 referências de vinhos, todos de produção nacional – muitos deles naturais, biodinâmicos ou biológicos.

A descoberta que mudou para sempre a humanidade, o fogo é fascínio, é força, é matéria, é energia. 

É tudo isso que encontraremos neste restaurante que tem como missão recuperar memórias gustativas de um país cujas bases culturais foram construídas em redor da fogueira.

Queremos trazer os sabores que a lenha consegue transportar e que é impossível conseguir com outra coisa qualquer. No fim do dia, tudo vai parar a nós enquanto portugueses e tem de ser genuíno, tem de ser verdadeiro.

O FOGO está quase preparado para nos contar a sua história.

%d bloggers like this: