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Gastronomia restaurante

Mesa de Lemos aposta na frescura e nos sabores do campo

O restaurante da Quinta de Lemos tem nova ementa para dar as boas-vindas ao verão. Diogo Rocha, o homem forte à frente do Mesa de Lemos, criou novos menus inspiradores, como aqueles que já fidelizaram os seus comensais, que vêm das mais variadas lonjuras para ali comer. O Menu de Lemos e o Menu do Chef mantêm o foco nos melhores produtos, mas com um toque mais fresco e “verde” a pontuar as suas criações.

Como “amouse bouche”, chega à mesa um refrescante “tomate verde com gelado, puré e estufado de tomate, água de tomate verde, azeitona e orégãos”. Como no início era o ovo, a proposta encadeia com o protagonismo deste ingrediente nobre – na forma de snacks de ovo com bolo lêvedo, gelado de gema salgada, taco e tartelete de ovo. O segundo snack é um pastel de massa tenra de espadarte e cebolinho, massada de espadarte (estaladiço de massa com espadarte curado e “puré de caldeirada”) e crocante de milho com espadarte marinado.

Dos Açores, reis da frescura, chega o “Cherne com agrião, alho francês e molho de pepino e curgete amanteigado”. Da Islândia, mantém-se o bacalhau seleção do chef, com leguminosas do Mercado de Viseu, e directamente da horta da Quinta de Lemos, a cenoura – inspirada na receita de língua de vaca da mãe do chef, Diogo Rocha.

“Aqui no Mesa, faço este prato com bochecha de porco, pickle de cenoura, cenoura fresca e nêsperas – uma forma de introduzir algumas memórias de infância num local que também já faz parte da minha história”, explica o chef Mesa de Lemos, Diogo Rocha.

Continuando o menu, chega o “imperador com avelã, em manteiga e no molho do peixe, com ervilhas”. Segue-se um prato icónico desta região, que o chef interpreta numa versão de verão, o “cabrito do Caramulo grelhado, pimento assado, batata doce e rabanete”. Passando para o doce final de boca, a pré-sobremesa anuncia-se como um granizado de ameixa, com bolacha e um creme leve de queijo.

A sobremesa que se segue surpreende – e dá pelo nome de “Nem tudo o que parece é”. É um aparente gelado com pistácio, mas… o resto terá de descobrir por si. Por fim, chega a vez do bolo de pêssego, também inspirado num bolo de família do chef que era servido nas festas. Por fim, os “petits fours” completam a lição de gastronomia portuguesa, com uma amostra de doces de várias tradições. A pinhoada, o bolo Teixeira, os caramujos, o pudim abade priscos ou as castanhas de ovos coroam esta magnífica refeição, deixando a certeza de um momento que não se apaga. O Dão, com todos os seus mistérios e belezas, espera por si.

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