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“Pomares” apelam à frescura na nova estação

Desde 2006, ano em que foram lançadas as primeiras edições Tinto e Branco, que estes vinhos desafiam a forma como o Douro é visto e percebido. Por um lado, porque abriram novas possibilidades e caminhos à região, em particular na produção de vinhos brancos, e, por outro, porque traduzem a busca incansável pela expressão e plenitude de microterroirs mostrando ao consumidor moderno um Douro despido de preconceitos e barreiras, capaz de se adaptar a diferentes momentos de consumo.

O primeiro exemplar desta filosofia é o Pomares Branco 2018, feito a partir das castas Viosinho, Gouveio e Rabigato. Pioneiro no seu estilo, é o resultado de uma combinação quase infinita de terroirs distintos, distribuídos por pequenas parcelas, surpreendendo pela complexidade de nuances aromáticas, sabores e texturas herdadas de cada vinha que lhe dá vida. No nariz, releva uma explosão de aromas a flores do prado, nectarinas, damascos, especiaria branca e capsicum (a planta da pimenta). Na boca, a experiência de prova é balanceada pela frescura da fruta, abrindo caminho para uma elegante concentração de sabores. As leves notas minerais prenunciam a despedida, que se destaca pela sua precisão.

A experimentar a modernidade está o Pomares Tinto 2017, um vinho elaborado a partir das castas tradicionais Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional, provenientes de vinhas com cerca de 25 anos. A cor quase cereja sugere aromas jovens a frutos vermelhos, aos quais se junta uma ténue presença de notas de baunilha e tosta que lhe conferem muita personalidade. Puro e tenso, garante uma elegante estrutura, taninos aveludados e boa concentração de boca, provocando os sentidos com uma textura gulosa e um belíssimo volume. Com perfil moderno, está pronto a beber (e a desfrutar).

O elemento mais novo da família, o Pomares Moscatel Galego 2018, lançado pela primeira vez em 2011, é uma espécie de amor à primeira vista. Desenhado a partir das uvas da casta Galego Branco, plantadas no planalto de Alijó a uma altitude de cerca de 500 metros, para este vinho procura-se, numa primeira fase, a intensidade dos aromas originais e, numa segunda fase, a densidade e a estrutura. O resultado revela a personalidade forte da casta Galego Branco, com aromas exuberantes a toranja, líchias, notas cítricas e frutos tropicais maduros. No palato anuncia-se fresco e vibrante, afirmando um equilíbrio perfeito entre mineralidade e frescura crocante. Um conjunto elegante que termina longo e persistente.

Quando servidos à mesa, devem atingir uma temperatura média de 10 a 12ºC. Se o Pomares Tinto for o eleito para acompanhar a refeição, deve passar por uma temperatura média de 15 a 16º C. Os novos Pomares Branco 2018Pomares Tinto 2017 e Pomares Moscatel Galego Branco 2018 já estão disponíveis no mercado e prometem reservar lugar nas mesas e brindes da estação, pelo preço de prateleira recomendado de 7,5€/cada.

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