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Jancis Robinson lança polémica em relação aos críticos de vinhos !

Jancis Robinson, uma das mais prestigiadas especialistas no que se refere à crítica dos vinhos, proferiu uma declaração polémica que mexeu com algumas sensibilidades no meio dos vinhos. A frase terá sido dita literalmente da seguinte forma “We must always remember that we are parasites on the business of winemaking.”
Ponto 1 – Não sabendo exactamente qual o alcance e a finalidade destas declarações, o facto é que existem na realidade pressões e influências que são exercidas sobre jornalistas, por grandes empresas do sector, que condicionam, pelo menos os mais condicionáveis, a ter uma opinião ligeiramente inflaccionada (positivamente) sobre determinados vinhos. Um exemplo gritante é o que se passou com o magnata dos vinhos Bernard Magrez ao oferecer relógios de valor exorbitante a um grupo de jornalistas que faziam a cobertura de uma conferência de imprensa (mais detalhes em http://www.decanter.com/news/253458.html).
Ponto 2 – Por cá quando não se paga em relógios, paga-se em almoços, jantares, estadias. Não que estas práticas não sejam normais e admissíveis, o que verdadeiramente se exige é que um crítico de vinhos, chama-se ele provador, jornalista, líder de opinião, saiba honrar a sua profissão, e seja vertical e o mais imparcial possível (se bem que é impossível a 100 %).
Jancis Robinson, conhece o meio em que se movimenta, e concerteza ao lançar esta polémica, estará a querer separar as águas, ou seja, lança o aviso de que os parasitas existem mesmo, e que é necessário denunciá-los, para que a classe não seja afectada.
Não serão as provas não cegas uma forma de viciação, inconsciente ou consciente…?

1 comentário

  1. Olá!Não podia estar mais de acordo. Curiosamente no meu blog, postei recentemente algo sobre isso (http://www.wizardapprentice.blogspot.com/).São, salvo raras excepções, arrogantes, “ignorantes técnicos”, e principalmente, levianos para com o trabalho, a dedicação dos produtores e demais staff. Não que eu ache que devam ser complacentes com o mau trabalho, o que quero é que sejam justos e honestos com todos. Esses gurus desancam em tudo e todos quanto não lhe convenha, a não fazerem questão de fingir, ao menos, que fazem provas cegas. A agir como arautos da mudança em campos de que nada sabem, enfim…Não gosto de referir nomes, mas basta ler a crónica do Sr. João Paulo Martins na última revista de vinhos (224) para se perceber a dificuldade que o homem teve em construir um texto politicamente incorrecto sobre as consultadorias enológicas, e as voltas que teve de dar para salvaguardar quatro ou cinco enólogos que não podia expor à crítica. Enfim, perdeu ali uma excelente oportunidade para falar seriamente, sobre um assunto sério e que precisa ser discutido e andou a nadar na maionese, tendo no fim… dito nada! Se não sabia, mais valia ter ficado calado!Ou então sou doido e não é nada assim!

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